Sem Larry Ellison a Oracle enfrenta seu maior desafio

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Segundo Sérgio Teixeira, da Revista Exame:

Quando Larry Ellison anunciou, em setembro do ano passado, sua saída da presidência executiva da Oracle, empresa que fundou em 1977 e que é hoje a maior fornecedora de software corporativo do mundo, a mensagem central era de uma transição sem sobressaltos.

Ellison, de 70 anos, disse que continuaria envolvido na companhia, mas seu foco seria somente a tecnologia (ele também seguiria como presidente do conselho de administração). A direção executiva seria dividida por dois copresidentes: Mark Hurd, vindo da empresa de tecnologia HP, e Safra Catz, uma executiva de carreira da Oracle.

 

As ações caíram mais de 10% nas semanas seguintes, mas depois voltaram a subir e hoje valem mais do que naquele 18 de setembro. O mercado sabia que Hurd e Catz já vinham tocando o dia a dia da companhia. Para acionistas e analistas, o grande ponto de interrogação no futuro da Oracle é outro: uma mudança radical no ambiente tecnológico, que representa o maior risco enfrentado pela empresa em seus 38 anos de vida.

Como percebemos, a ausência de Larry Ellison não é o maior desafio da Oracle. Assim como qualquer empresa de tecnologia que deseja sobreviver, é  fundamental o investimento em inovação, e muito importante não ficar na ofensiva.

Ainda, conforme artigo da Revista exame:

Uma transformação de magnitude parecida se anuncia no horizonte da Oracle. O que paira sobre a empresa, uma das mais veteranas e veneradas do Vale do Silício, é a nuvem — a entrega de software via internet, um modelo muito diferente do que fez de Ellison o quinto homem mais rico do mundo.

 

“A nuvem é tudo”, disse a EXAME Hurd, copresidente da empresa. “Antigamente, o cliente comprava um CD com um software. Era ele quem tinha de cuidar das modificações e da integração, ou então contratar alguém para fazer isso. Agora o cliente acessa o soft­ware pela internet e recebe vários upgrades por ano, sem ter de se preocupar.”

 

A despesa inicial é mais baixa; e a vida, em geral, muito mais simples. Dois bons exemplos são o Gmail, serviço de e-mail do Google, e a rede social Facebook: ambos são programas que rodam em servidores remotos. Eles são atualizados o tempo todo, mas ninguém se preocupa com isso, pois tudo acontece nos bastidores — na nuvem.

 

O problema, para a Oracle, é que não foi assim que ela faturou 38,3 bilhões de dólares no ano passado. A empresa está acostumada a vender licenças de uso por usuário ou por máquina em que o programa está instalado. Seja o software utilizado ou não, o preço não muda.

Além do ônus da implementação, os clientes têm de pagar taxas pesadas de manutenção. Em grandes empresas — o cliente típico da Oracle na maior parte dos mercados —, a conta fica salgada.

 

Startups baseadas na internet oferecem alternativas mais convenientes e mais baratas, que concorrem diretamente com os produtos da Oracle. A MongoDB oferece um sistema de banco de dados, o maior ganha-pão da Oracle, baseado em software livre — produtos gratuitos desenvolvidos por uma comunidade de programadores dispersa pelo mundo.

Em resumo, o maior desafio da Oracle é acompanhar a onda de inovações, principalmente referente na questão de softwares na nuvem, que podem representar um forte concorrente para suas soluções. Com Larry ou sem ele, o desafio seria o mesmo.

Mas e aí, na sua opinião, quanto maior a empresa, mais fácil para ela criar inovação? Ou será que ela está tão amarada com produtos e soluções que já possui, e isso dificulta de alguma maneira?

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